2 de abr de 2009

Mãe admite culpa em morte de filho

Americana interrompeu a alimentação da criança porque ela parou de dizer amém

A americana Rua Ramkissoon, de 22 anos, admitiu a culpa na morte do filho de um ano e quatro meses, em Baltimore, no Estado de Maryland. A mãe parou de dar comida ao filho porque ele deixou de falar "amém" antes das refeições. Rua faz parte de um culto chamado 1 Mind Ministries (Ministérios de uma mente, em tradução livre), cuja líder, Queen Antoinnette, havia ordenado em janeiro de 2007, que o bebê não fosse alimentado enquanto não dissesse "amém" antes das refeições. A criança morreu de inanição.

Segundo os promotores do caso, os membros da seita diziam que o bebê estava possuído pelo demônio. A mãe foi condenada a 20 anos de prisão e a cinco de condicional, mas o juiz disse que ela terá a pena reduzida se aceitar testemunhar contra os membros da seita. O acordo para a redução da pena inclui que ela passará por um programa para se desligar do culto. De acordo com os promotores, Ria ainda teria insistido que a Justiça concorde em reduzir sua pena se ela conseguir "ressuscitar o bebê".

"Isto foi algo que ela insistiu e é um claro indicativo de que ainda é vitima deste culto. E até que se desligue de sua influência, não pensará diferente", disse o advogado de Ramkissoon, Steven Silverman, em entrevista à uma rede de TV local. Segundo o jornal local Baltimore Sun, a promotora Julie Drake relatou que depois da morte do bebê, a líder da seita ordenou que ele fosse colocado em um sofá enquanto membros do culto rezavam ajoelhados e a mãe dançava em volta do corpo.

Uma semana após a morte, o corpo da criança foi embalado em um cobertor e transportado com o grupo dentro de uma mala para a Filadélfia. Segundo os relatos, a mãe teria rezado por mais de um ano ao lado do corpo da criança para que ela ressuscitasse. O corpo foi encontrado em abril de 2008. O julgamento de Antoinette, de 40 anos, e de outros três membros do culto estava marcado para a segunda-feira, mas foi adiado porque eles não têm representantes legais. "Deus é meu defensor", teria dito a líder da seita.

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